Esta calculadora fornece uma estimativa gerencial. Tributos, encargos e composição de custos podem variar conforme empresa, regime tributário, edital e operação.
Ganhar uma licitação de R$ 500 mil não significa ter R$ 500 mil. Significa ter a obrigação de executar um contrato e o direito de receber por ele. O que fica com a empresa é o que sobra depois de pagar tudo o que a execução consome — e essa diferença costuma ser bem menor do que parece na hora de comemorar o resultado do pregão.
Custo direto é o que existe por causa daquele contrato: o produto entregue, a mão de obra alocada, o material aplicado. Custo indireto é o que a empresa paga de qualquer forma — aluguel, equipe administrativa, sistemas, contabilidade — e que precisa ser coberto por alguma fatia de cada contrato. Uma proposta que cobre só o custo direto parece lucrativa na planilha e drena a empresa no caixa.
Esse é o erro que mais aparece em planilha improvisada: tratar imposto como valor fixo. Se a carga é de 10% e você aumenta a proposta em R$ 10 mil, R$ 1 mil desse aumento já sai em tributo. É por isso que a conta do preço de equilíbrio divide os custos fixos por (1 menos os percentuais), em vez de simplesmente somá-los.
Margem olha para a receita: é o lucro dividido pelo valor da proposta. Markup olha para o custo: é o lucro dividido pelo que a operação custou. Os dois descrevem o mesmo contrato e dão números diferentes — no exemplo acima, 25% de margem correspondem a 33,3% de markup. Confundir um com o outro na hora de formar preço é como o custo acaba subestimado: aplicar 25% sobre o custo não devolve 25% de margem. Nesta calculadora, o markup é sempre calculado sobre o custo total, já incluindo impostos, comissão e reserva.
Contrato público atrasa, exige refazer entrega, muda cronograma e às vezes paga fora do prazo. Reservar um percentual para isso não é pessimismo: é reconhecer que a proposta sem folga só dá certo no cenário perfeito, que raramente acontece.
Vencer no menor preço é vencer o direito de executar por aquele valor. Se o preço ficou abaixo do equilíbrio, o contrato foi conquistado e o prejuízo também. Saber onde fica esse piso antes do pregão é o que separa disputar com folga de disputar no escuro.
Proposta de R$ 100.000, custo direto de R$ 60.000, custos adicionais de R$ 5.000 e impostos de 10%. Os impostos consomem R$ 10.000, então os custos totais são R$ 75.000 e o lucro fica em R$ 25.000 — margem líquida de 25%. O preço de equilíbrio é R$ 65.000 dividido por 0,90, ou seja, cerca de R$ 72.222: abaixo disso, o contrato passa a dar prejuízo.
A calculadora resolve uma conta. Acompanhar editais, prazos, certidões e contratos ao longo do ano é outro problema — e é nele que a PyDen trabalha.
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