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Ferramenta gratuita

Calculadora de margem para licitação

Descubra o lucro, a margem líquida e o preço de equilíbrio da sua proposta antes de enviar o lance.

Dados da proposta

O valor que você pretende ofertar.
Produtos, insumos, mão de obra e execução.
Frete, garantia, deslocamento, seguro.
Percentual sobre o faturamento, conforme seu regime.
Representante, parceiro ou intermediação.
Colchão para atraso, retrabalho e imprevisto.

Aceita 100000, 100.000 ou 100.000,00. O cálculo é feito no seu navegador e nada é enviado para a PyDen.

Resultado

Receita bruta
Impostos estimados
Comissão estimada
Reserva de risco
Custos totais
Lucro estimado
Margem líquida
Markup sobre o custo total
Preço de equilíbrio

Esta calculadora fornece uma estimativa gerencial. Tributos, encargos e composição de custos podem variar conforme empresa, regime tributário, edital e operação.

Como ler cada número

Faturamento não é lucro

Ganhar uma licitação de R$ 500 mil não significa ter R$ 500 mil. Significa ter a obrigação de executar um contrato e o direito de receber por ele. O que fica com a empresa é o que sobra depois de pagar tudo o que a execução consome — e essa diferença costuma ser bem menor do que parece na hora de comemorar o resultado do pregão.

Custos diretos e custos indiretos

Custo direto é o que existe por causa daquele contrato: o produto entregue, a mão de obra alocada, o material aplicado. Custo indireto é o que a empresa paga de qualquer forma — aluguel, equipe administrativa, sistemas, contabilidade — e que precisa ser coberto por alguma fatia de cada contrato. Uma proposta que cobre só o custo direto parece lucrativa na planilha e drena a empresa no caixa.

Impostos e comissões crescem com o preço

Esse é o erro que mais aparece em planilha improvisada: tratar imposto como valor fixo. Se a carga é de 10% e você aumenta a proposta em R$ 10 mil, R$ 1 mil desse aumento já sai em tributo. É por isso que a conta do preço de equilíbrio divide os custos fixos por (1 menos os percentuais), em vez de simplesmente somá-los.

Margem e markup não são a mesma conta

Margem olha para a receita: é o lucro dividido pelo valor da proposta. Markup olha para o custo: é o lucro dividido pelo que a operação custou. Os dois descrevem o mesmo contrato e dão números diferentes — no exemplo acima, 25% de margem correspondem a 33,3% de markup. Confundir um com o outro na hora de formar preço é como o custo acaba subestimado: aplicar 25% sobre o custo não devolve 25% de margem. Nesta calculadora, o markup é sempre calculado sobre o custo total, já incluindo impostos, comissão e reserva.

Reserva de risco

Contrato público atrasa, exige refazer entrega, muda cronograma e às vezes paga fora do prazo. Reservar um percentual para isso não é pessimismo: é reconhecer que a proposta sem folga só dá certo no cenário perfeito, que raramente acontece.

Menor preço nem sempre significa lucro

Vencer no menor preço é vencer o direito de executar por aquele valor. Se o preço ficou abaixo do equilíbrio, o contrato foi conquistado e o prejuízo também. Saber onde fica esse piso antes do pregão é o que separa disputar com folga de disputar no escuro.

Exemplo resolvido

Proposta de R$ 100.000, custo direto de R$ 60.000, custos adicionais de R$ 5.000 e impostos de 10%. Os impostos consomem R$ 10.000, então os custos totais são R$ 75.000 e o lucro fica em R$ 25.000 — margem líquida de 25%. O preço de equilíbrio é R$ 65.000 dividido por 0,90, ou seja, cerca de R$ 72.222: abaixo disso, o contrato passa a dar prejuízo.

Perguntas frequentes

Some tudo o que a proposta consome — custo direto, custos adicionais, impostos, comissões e uma reserva para imprevistos — e subtraia do valor da proposta. O que sobra é o lucro. A margem líquida é esse lucro dividido pelo valor da proposta, em percentual. O detalhe que costuma passar batido é que impostos e comissões são percentuais: eles crescem junto com o preço, então não podem ser tratados como valor fixo.

Lucro é um valor em reais; margem é esse valor como percentual da receita. Uma proposta de R$ 500 mil com R$ 25 mil de lucro tem margem de 5%. Outra de R$ 100 mil com os mesmos R$ 25 mil tem margem de 25%. O lucro é igual, mas a segunda usa muito menos capital e corre muito menos risco para chegar ao mesmo resultado.

É o valor de proposta em que o resultado fica exatamente em zero: nem lucro, nem prejuízo. Abaixo dele, a execução do contrato custa mais do que ele paga. Como parte dos custos é percentual sobre a receita, o preço de equilíbrio não é a simples soma dos custos fixos — é essa soma dividida por (1 menos os percentuais).

Informe o percentual total que incide sobre o faturamento daquele contrato, conforme o regime tributário da sua empresa. O percentual varia bastante entre Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real, e também conforme o objeto contratado. Se você não tem esse número, é exatamente a pergunta a fazer ao seu contador antes de precificar.

Use como apoio à decisão, não como resposta pronta. Ela mostra rapidamente até onde o preço pode cair antes de o contrato deixar de valer a pena. A decisão do lance envolve ainda concorrência, capacidade de execução, prazo de pagamento, custo do capital e o valor estratégico daquele cliente.

Não. Ela organiza uma conta gerencial com os números que você informa. A definição correta da carga tributária, do enquadramento e do tratamento de encargos é trabalho de contabilidade, e erro nessa parte muda todo o resultado.

Gerencie oportunidades, documentos e contratos públicos com mais organização

A calculadora resolve uma conta. Acompanhar editais, prazos, certidões e contratos ao longo do ano é outro problema — e é nele que a PyDen trabalha.

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